Escolha o momento da conversa
Converse em um momento sem aposta em andamento e descreva fatos observáveis: contas atrasadas, mudanças de humor ou ausências. Evite rótulos e promessas impossíveis.
Estabeleça limites seguros
Não entregue dinheiro para novas apostas e proteja despesas essenciais da casa. Se houver contas compartilhadas, acompanhe movimentações de forma transparente e combinada, sem tomar credenciais ou se passar pela pessoa.
Apoio também para familiares
O teleatendimento do SUS inclui suporte a familiares. Você pode incentivar o autoteste, acompanhar a busca por UBS ou CAPS e procurar orientação pelo 136.
Apoiar sem financiar o problema
Ajudar não significa entregar dinheiro para cobrir apostas, aceitar novas dívidas sem informação ou esconder o problema de toda a família. Proteja despesas essenciais, revise responsabilidades compartilhadas e estabeleça limites que possam ser cumpridos. Quando houver contas conjuntas, decisões devem ser transparentes e respeitar direitos de cada pessoa.
Evite discutir durante uma aposta ou logo após uma perda. Nesses momentos, vergonha e impulso podem dificultar a conversa. Combine um horário e descreva comportamentos observáveis. Pergunte o que a pessoa aceita fazer hoje, como remover aplicativos, acessar autoexclusão ou solicitar atendimento.
Cuide também de quem está ao redor
Familiares podem experimentar ansiedade, raiva, culpa e esgotamento. Buscar orientação para si não é abandonar a pessoa que aposta. Organize documentos financeiros, preserve uma rede de apoio e não assuma sozinho responsabilidades que exigem profissionais de saúde, assistência ou orientação jurídica.
Se houver ameaça, violência, risco de suicídio ou sofrimento intenso, priorize segurança e acione o serviço adequado. Em situações sem urgência, UBS, CAPS, Meu SUS Digital e Disque Saúde 136 podem orientar os próximos passos. O apoio funciona melhor quando combina acolhimento com limites claros.